11.4.10

Máquina do Tempo

Primeiramente, quero dizer que estou com muita saudade. Não, não é saudadezinha não. Estou falando de saudades das grandes, daquelas que doem o peito periodicamente e que fazem até a gente sentir uma sensação estranha subindo pela garganta e alcançando os olhos, até se dar conta de que são lágrimas querendo nos mostrar o quanto aquele passado foi bom e a falta absurda que faz.

Como esteve? Onde anda? O que tem feito? Por aqui, nada mudou. Está certo, muitas mudanças veem acontecendo diariamente mas sabe o que é? Meu coração permaneceu intacto. Aqui, dentro de mim, continua igual. Igual não, parecido, porque nada nunca foi igual antes. Consegue lembrar-se daqueles sentimentos novos que surgiam repentinamente? Eles não tem aparecido mais por aqui. Eu acreditava que aquilo era só o começo mas parece que aquele foi também o meio e o final. Oras, se for isso mesmo, o que estamos fazendo agora? Vivendo um post scriptum? Não quero pensar nisso hoje, prefiro deixar para um outro momento. E quanto a você? Não deu mais as caras, não é? A alegria deve estar presente em sua nova vida, imagino. Ainda bem, pois lhe desejo tudo de bom. Não se preocupe comigo, estou bem e ficarei melhor, é só uma questão de tempo - de voltar no tempo. Quando soubermos fazer isso, ficarei ótima! Enquanto isso, vou fazendo com que as coisas boas aconteçam com os outros, para que permaneçam neles, assim como aconteceu em mim. Não esqueça, estou te esperando para meus planos futuros. Anote ai que precisa me ver, passar algumas horas juntos, fingir que estamos como éramos. Espero uma resposta.

PS: ainda lembro de ti.

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