Tudo está em movimento ao meu redor. Que coisa óbvia, não? Eu sei, eu sei que é tolo fazer um comentário desses mas, de uns tempos pra cá, tenho notado que o mundo está girando numa velocidade muito rápida e não estou conseguindo acompanhar. Lembrei-me da época em que era criança, passava o dia inteiro brincando, resolvia os maiores problemas de matemática em 15 minutos (com muito suor e concentração) e já estava novamente brincando, muitas vezes sozinha em meu mundo imaginário e outras tantas vezes, junto com a turma da rua, em conversas infindáveis e histórias que ficariam eternizadas. Sinto tanto orgulho da minha infância, de poder ter aproveitado cada detalhe de cada dia, de ter feito cada coisa no seu tempo, curtindo cada fase de maneira intensa, em uma caminhada infinita de evolução. Como me esquecer do companheirismo dos amigos, da troca de favores e segredos, das brigas por ciúmes ou inveja do outro, das gargalhadas a todo momento e, principalmente, da mente livre de preocupações? Ah, que saudade da mente descansada! De se preocupar somente com os novos brinquedos, com os novos amigos, com a hora em que a mãe ia chamar pra entrar, com o fim das férias ou com os meninos da rua de baixo, que insistiam em guerrear com nós: as meninas da rua de cima. E a época de Copa? Nossa rua ficava linda, toda pintada e com enfeites no alto. Todo mundo se unia pra ver os jogos e comemorar, gol a gol. E os meninos? Depois que eles surgiram, nossas vidas nunca mais foram as mesmas. Eu passei a conhecer o universo masculino, cheio de nojeiras, palavrões, xingamentos, violência e gritos. Conheci os quatro homens da minha vida e que construíram comigo muito do que sou hoje. O Gabriel, o menorzinho, com suas manhas, seus medos, seu ciúme exagerado dos irmãos e defensor de toda a família; mesmo após as brigas e tapas, era sempre o primeiro a correr em busca de mais brincadeiras e atenção - me ensinou muito sobre perdão e amor. O Gustavo era o próximo: tínhamos a mesma idade mas ele era bem menor em altura; era loiro, tinha olhos azuis e um sorrisão lindo que encantou todas nós logo no primeiro dia - com seu carinho, seus abraços, suas brincadeiras às vezes maldosas e sua disposição em estar sempre presente, me ensinou sobre companheirismo, sinceridade e união. Ah, o Vinícius. Se bem me lembro, ele era o mais lindo dos irmãos: seu sorriso me deixava sem ar e seu jeito descontraído de se vestir e caminhar me faziam querer ficar cada vez mais próxima dele. Ele era diferente de todos os outros e nunca queria ficar na rua conosco (cada vez que ele aparecia eu torcia pra que não fosse embora, eu o admirava muito), sempre estava jogando algo no computador ou no video game e parecia nos achar muito infantis para ele; talvez estivesse com razão mas mesmo com toda essa distância, com ele aprendi sobre família, respeito, tolerância e dignidade. Para completar o time já quase perfeito, tínhamos o Felipe, meu primeiro grande melhor amigo. Ah, que saudade daquele abraço e daquele carinho que só ele me dava! Que saudade das horas deitada em seus braços, ouvindo-o contar histórias reais sobre pessoas importantes, divagações sobre a vida e nossa existência, filosofias sobre amizade e amor. Gostaria de tê-lo por perto pra sempre, sinto muita falta de sua atenção e paciência. Com ele eu aprendi sobre respeito, educação, união, afeto e amizade - eu o amei mais que tudo naquela época. A vida passou tão rápido desde então e aquelas coisas boas do passado se transformaram em dor de cabeça e problemas nesse presente chato. Não quero mais acompanhar esse ritmo louco dos adultos, quero voltar ao meu universo da infância inocente e curiosa de antes. Eu estou pronta, já posso voltar. Adeus.
26.5.10
23.5.10
Dicionário
Eu não quero saber de coisas que eu já sei. Não gosto de ler o óbvio, não gosto de ouvir o igual, não gosto da falta de raciocínio, da falta de novidade, da mesmice. Quero tudo novo, quero tudo diferente. Não venha com coisas banais, meu caro. Vocês são pateticamente irritantes.
I just wanna your
Só porque eu te quero muito você faz esse seu joguinho barato, né? Ok, sei que provavelmente não existe joguinho nenhum mas é mais fácil viver pensando que isso é um jogo. Dói menos do que aceitar a realidade de que nós não somos compatíveis, que você está em um nível superior, que eu ainda rastejo incansavelmente por algo inalcansável, que o ar que eu deixo de respirar está sendo desperdiçado por algo sem futuro. Poxa, quem foi que definiu que eu deveria parar de sonhar? Nós somos movidos por quais razões nessa vida? E se meu combustível é você? Olha, vou reforçar essa informação só pra você não esquecer: o que acontece aqui dentro e que me deixa com aquela cara de boba, com os olhos brilhando, as borboletas gritando no estômago e o sorriso estampado na cara é controlado por forças divinas, não está sob meu controle, é inumano. Não peça explicações, eu já disse que não sei como resolver isso. O tempo? Ah, pode ser, espero que seja, não quero que seja. Eu não sei de mais nada, deu pra perceber, né? Faz um tempo que estou assim, sem chão, direção, sem noção, definitivamente. Mas quem sabe exatamente o que quer e faz do jeitinho certo deve ser um baita sortudo ou um super sem graça. Que coisa chata fazer tudo como planejado e alcançar exatamente o resultado esperado. Eu gosto do estranho, do arriscado, do inconstante, do medonho. Mentira, tá?! Eu queria que tudo que eu planejei pra nós dois desse exatamente certo mas o mundo não colaborou (nem você, seu chatinho) e eu acabei apelando pro plano B. Não fique chateado (é claro que você não fica, você nem está sabendo de nada, é sempre desinformado do que acontece aqui dentro de mim), as coisas vão melhorar pra nós dois. Já estou providenciando tudo - namorados nota 1000, encontros em casais e brincadeiras pra descontrair. Tô torcendo pra que nada dê certo e a gente volte pro plano A mesmo.
Te amo, te amo, te amo.
Ah, amar é tão mágico! Preciso do seu abraço.
Ah, amar é tão mágico! Preciso do seu abraço.
xoxo.
21.5.10
Inconstância
10h22
As coisas estão saindo de controle novamente. Quando eu sigo em direção a um caminho pensado e escolhido, você ressurge com sua luz gigante como o sol e me tira toda a visão. Eu sigo sua energia, seu calor, seu movimento e você sabe que é injusto, é humanamente impossível de resistir. Não vou pedir pra você parar porque nem sei se quero que isso acabe. É desconfortável pois não sei até onde você vai me levar e se isso irá mesmo me levar a um paraíso (como eu imagino) mas eu te amo, você é tão irresistível e eu sou tão fraca...
Me sinto perdida em um labirinto de oportunidades.
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18h40
Tudo mudou de novo. Estou em êxtase, sem palavras, surpresa. Tudo que eu passei anos esperando se realizou! Ok, ok, não tudo tudo mas uma boa parte - e uma boa parte já é meio caminho andado. Felicidade no meu coração.
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19h36
Medo, angústia, mágoa. Por que tinha que ser assim? Sei que esperava por isso mas é tão difícil de acreditar. Não, não e não, eu não aceito que as coisas acabem assim! Esse não é o final que eu escolhi pra minha história, não é justo. Justiça? Entre nós esse conceito não existe, não é mesmo? Desde que me lembro nós nunca fomos justos um com o outro e agora eu pago meus pecados. Me incomoda a sensação de não saber o que fazer, de ter que criar técnicas no meu discurso pra fazer parecer ser uma coisa que nem sei se sou ou se desejo ser. Confuso, like my mind.
'All I know is that you're the nicest thing I've ever seen and I wish we could be something.'
17.5.10
Encontros
Eu estou tão confusa quanto a nós dois. Acordo com um pensamento sobre nós, durmo com ideias totalmente contrárias ao que imaginei, te vejo e muda tudo. Como é difícil definir meus sentimentos! Você consegue definir os seus? Hoje foi mágico e tenebroso ao mesmo tempo. Ultimamente tenho tido essa sensação de que dois sentimentos completamente distintos se misturam em nossos encontros. Estou com medo, estou ansiosa, estou calma, estou nervosa, estou incompreensível, estou irracional, estou tanta coisa. Tenho medo de me desencontrar de mim mesma, de sair da linha de raciocínio e começar uma caminhada tola, sem horizonte. Nossos encontros tem se tornado essenciais para o meu desenvolvimento, para minha alegria, para meus devaneios durante a noite. Sinto meu peito gritando por você e te chamando pra perto. Sinto tanta saudade. Ainda estou amadurecendo a ideia de nós dois juntos, você sabe. Eu nem sei direito o que estou sentindo, é tão complicado de definir... mas estou aqui, não esqueça. Acho que te amo. É, pode ser uma definição pra isso, quem sabe. Até mais.
Madrugada de sábado
Foi inesquecível, juro. Cada um que estava lá acrescentou algo em mim, em minha personalidade, em meu desenvolvimento. Aprendi tantas coisas em tão pouco tempo que só consigo sorrir ao me lembrar. Nós somos pessoas com planos, sonhos, conceitos, valores tão diferentes, não é? Mas juntos, nossa! Juntos nós nos completamos, nós nos divertimos sem maldade, nós não discutimos nem somos falsos... nós somos nós e somos amados demais. Eu os amo muito! Nunca vou me esquecer das sensações diversas que senti com vocês. Impossível esquecer a sensação de conforto em estar ali, junto com tantas pessoas barulhentas, cantando músicas bem bregas mas engraçadas, dançando sem medo de ser feliz, soltando tudo o que havia dentro de nós. Não vou esquecer da sensação de amizade que compartilhei com vocês, ao dividir meus problemas, medos e planos e receber conselhos e palavras de carinho, fazendo com que eu acordasse para a realidade que me cerca e saísse de meu mundo imaginário. Como esquecer a felicidade que esteve presente do início ao fim de nosso encontro? Com vocês eu compartilhei um dia inteiro de paz interior, esqueci todos os problemas, joguei pro alto qualquer incômodo que existisse em mim e mergulhei em um ambiente mágico de amor, amizade, pureza e bem estar. Eu simplesmente amo vocês, nunca vou esquecer, nunca. Que venham os próximos, pra sempre!
Com vocês eu fico em paz. Quero isso todo dia!
12.5.10
Flerte fatal
O mundo estava um saco e eu me sentia pressionada de todos os lados. Estava tão necessitada de carinho, tão descuidada no frio das ruas que meu coração congelou. As pessoas em volta me pareciam números - 15, 48, 95, 24, 2016! Mas encontrei-me com seu olhar, sem querer, em meio a toda a multidão. Também, era praticamente impossível não vê-lo: terno, gravata e uma beleza destruidora de todos os males. O encontro de nossos olhos durou o tempo exato até que eu voltasse à realidade e desviasse minha atenção para qualquer outro ponto. Os minutos se passaram e eu ainda não havia lhe tirado da mente. Entrei no ônibus, esperando bobamente que você me seguisse, sentasse a meu lado e me levasse contigo em seu mundo particular. Sentei-me no banco individual para evitar frustrações e logo lhe vi novamente, a um metro de distância, movendo a cabeça à procura de algo. Seria eu? Me dei conta que esta ideia estava ficando ridicula, afinal, você me parecia intocável. Ando tendo problemas em encarar a realidade, só pode, porque continuei te observando até que você me encontrou. Não pude desviar o olhar tão rapidamente desta vez, pois tive que reparar um pouco mais em seu semblante para garantir de que não estava sonhando. Tão belos traços, que face perfeita! Mas tão sério... permaneci séria também, como em um espelho. Você desviou o olhar, timidamente. Pensei que o perderia neste momento, que não teria novamente a chance de encará-lo; felizmente me enganei. Novamente estávamos lá, entrelaçados por uma distância que tornava-se menor a cada milésimo de segundo. Como eu queria que aquilo durasse pelo resto da noite! Que eu pudesse ficar encarando aqueles belos olhos castanhos por horas e horas, sem nenhuma preocupação. Mantive o olhar fixo o quanto minha timidez suportou. Desviei para a janela e, inevitavelmente, sorri. Percebi seu sorriso logo em seguida e fiquei satisfeita em dividir aquela sensação calorosa com você. Esta troca incessante de olhares permaneceu até que chegasse o destino final. Te vi indo embora, deixando-me ali, desolada. Senti saudades de seu sorriso e de seus olhos. Estou com saudade ainda. Espero te ver em breve. Obrigada por ser inesquecível.
11.5.10
Espera
Deixe-me sonhar e sentir coisas que tenho certeza de que não virão a acontecer. Não me prive de me sentir querida, amada e protegida como antes, eu não sou de ferro e não consigo controlar todos os meus pensamentos. Ontem foi um dia que me calou, que me faltou voz para gritar e as lágrimas bloquearam minha visão. Me lembrei de você e isso cortou novamente a parede mais funda de minha alma. Destroços: foi apenas o que sobrou. Nosso futuro sempre me pareceu tão óbvio: eu, você, juntos, pra sempre e ponto final. O cenário podia mudar incansavelmente mas eu e você, nunca. Estaríamos sempre lá, vivendo as aventuras mais alucinantes que eu sonhei pra nós dois, dividindo as histórias mais divertidas e invejadas por qualquer um que não estivesse em nosso lugar, amando-se eternamente como fora no começo. Tenho me lamentado demais por esse tal de começo que nunca mais aconteceu. É que marcou tanto em mim, tocou tanto o meu coração. Eu tinha esperado a vida inteira por aquilo, por aqueles dias, por aquele cuidado, aquele carinho, aquela atenção, aquela proteção, aquele melhor amigo. Eu esperei todo o tempo por você e, de repente, você estava lá comigo. Como poderia não sentir saudade? Isso me corrói internamente e não consigo imaginar nenhuma solução. Essa é a pior parte. O nosso passado modificou toda a minha história e quando você saiu dela eu perdi meu chão. Preciso ajeitar as coisas, consertar cada detalhe de erros sutis e perigosos ocasionados por mim. Muita coisa mudou em mim depois de você. Fiz meus planos e te inclui, obviamente. Sorri e você sorria comigo, dancei e você dançava junto. Estou virando as costas - faça o mesmo.
9.5.10
Alergia
Não volte a fazer o jazz soar alto dentro de mim. Pare com isso, agora, imploro. Isso me faz perder o controle e agora eu preciso, mais do que nunca, me manter com a cabeça no lugar. Você não sabe o que eu sinto e ama fazer isso. Pode não ser proposital (eu tenho minhas dúvidas) mas pare, pare já. É tão óbvio: só não quero mais isso! Chega de me fazer sentir aquelas coisas antigas que me estraçalham em uma quantidade incontável de pedacinhos que se perdem por ai, enquanto eu vou tentando me reestruturar. Por favor, não faça isso. As lembranças estavam escondidas embaixo do meu travesseiro e só vinham à tona durante meus sonhos mas pra que torná-las novamente presentes? Por que me trazer de volta essas sensações que machucam? Faça-me o favor, pare com isso, não vou pedir novamente. Pare com isso!
Eu te amo.
De voltas
Meu raciocínio há muito não se completa, empaca, atrasa. Eu estava convicta, juro que estava. Mentira. Ando fazendo tanto isso, mentindo tanto para eu mesma, enganando tanto meu olhar. Mentira novamente. Meu olhar e meu coração são unânimes e sabem o que querem, sabem o sentido real de tudo o que tenho vivido. Tantas coisas foram ditas, tão poucas realmente foram ouvidas e ainda há tanto a se expor. Você não me dá atenção e sabe que era exatamente isso que eu mais precisava. Mentira. Eu preciso mesmo é do temor em meu peito, a angústia da espera, o disfarce tão manjado de um acaso óbvio e criado por mim, para que aqueles dias a teu lado tornassem-se um pouco mais próximos do meu imaginário. Isso me parece tão mais distante agora. Será culpa do tempo? A espera foi tão longa... a espera nem chegou a acabar! Você deve imaginar que não quero ter que colocar um fim nisso tudo. Isso tudo o que? Espere, você não entende nada do que estou falando, não é? Você não tem compreendido nada desde que comecei a sentir e tentar dizer. Eu sou péssima em tentar te fazer entender, não é? Só pode ter sido minha culpa, então. Culpo-me pela falta de planejamento, pelo mal preparo de um jogo de conquista implacável e pelo desespero evidente em minha voz trêmula sempre presente junto a você. Culpo-me mais e culpo-me sempre, por toda a plateia que nos rodeia e pelas horas incontáveis em que te criei do meu jeitinho mas que me decepcionei com o seu jeito de ser; a culpa foi minha por te cobrar aquilo que você era mas que deixou de ser há muito tempo. Eu sinto tanta saudade daquela época... mas tem razão, eu sou a culpada, está tão óbvio. Parei com todas as exigências, então. Parei com a corrida incansável contra um relógio interno, inserido em você. Parei com os olhares pedintes e a esperança cantante (uma canção de ninar delicada e suave que acalma meu coração e, logo em seguida, transforma-se em rock, metal, um som gritante que enlouquece e machuca-me). Parei com tudo, estou só novamente. A culpa de tudo foi minha, com certeza.
7.5.10
Despeço-me realmente
Andei não pensando em você.
Não pensando em você, andei.
Não andei pensando em você.
Estava com a cabeça cheia de tantas outras coisas importantes. O sol, o céu, o ar, Deus, o mundo, eu. Por um segundo, deixei que minha mente vagasse em um campo vazio, apenas para relaxar. Péssima ideia: encontrei-me com você, justamente no campo vazio, já não mais vazio. Estava lá e sorria (não para mim); corria animadamente em busca de algo (não eu); saltitava de maneira tão bela que suspirei. Observei enquanto você se afastava, divertindo-se (não comigo). E você se foi, sem que eu fizesse nenhum esforço para resgatá-lo novamente. Eu fiquei sozinha mas desta vez havia algo, havia algo dentro de mim e eu soube que, a partir daquele momento, as coisas não seriam mais como antes, não para mim. Eu estava completa. E estava cheia de você.
5.5.10
Diferenças
Hoje eu te quero muito, mais que tudo. Te quero falando baixo, me chamando pra perto e te quero apertado a mim, me aquecendo e protegendo. Hoje eu quero você me olhando com precaução, com medo de me machucar ou, mais importante, medo de me magoar de alguma forma. Hoje eu quero você me provocando, fazendo eu me sentir controlada e ao mesmo tempo no controle. Quero você sorrindo apenas por estar ali, comigo. Hoje quero seu abraço, seu carinho, sua atenção, sua preocupação amável com o meu bem estar. Hoje quero muito o seu olhar perdido em pensamentos sobre nós, em promessas e planos futuros que nós sabemos o tamanho do significado. Hoje eu quero sua respiração tão próxima que me tira o ar e quero de novo aquela sensação de ganho interior, a sensação de algo dentro de mim. Hoje eu quero a sua disponibilidade de afeto e seu cuidado incondicional comigo. Hoje eu quero você só pra mim. Hoje não, sempre.
4.5.10
L.S.D
Não sei explicar o que estou sentindo. É uma mistura heterogênea de felicidade (nota-se pelo sorriso constante e a dor que incomoda meu maxilar), dúvida (caracterizada por uma corrosão estomacal impertinente) e medo (sente a brisa que nos envolve?). Parece que sou o assunto do ano (sim, a culpa disso é minha) e que minha vida está sendo vivida por tantos outros. Quem são eles? Quem eles pensam que são?, penso eu. São eles que estarão lá quando eu estiver agindo? É com eles que eu falarei quando precisar sobre aquelas coisas que nem eu mesma compreendo? Já chega, sou eu que piloto e co-piloto minha própria aeronave - muitas vezes eu sou uma péssima piloto porém, ainda estou no comando. A questão é: não tenho ideia de onde pousar minha nave.
2.5.10
Like a virgin
Hoje estou confusa. Compreendi melhor algumas coisas do mundo que antes eu não sabia porque ocorriam. Dentro de mim há uma luta de opostos: as minhas velhas visões e princípios que se mantém, muitas vezes, por falta de conhecimento prático combatendo com o real, o hoje, o carpe diem. O coração palpita alto e o raciocínio torna-se um tanto ilógico. Hoje voltei a raciocinar. Minha vida está passando rapidamente por meus olhos, as lembranças cortam ferozmente meu peito, o desespero começa a atingir os pontos mais longínquos de meu corpo. Corre sangue, pulsa veia, lateja e estremece tudo. Já não sei o que foi feito, não lembro como devia ter sido, não quero pensar sobre isso. Sou só, um ser humano solitário, um complexo incompreendido por todos e por mim. As lembranças rastejam na memória. Hoje estou confusa.
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