10.6.10

Sequestro

"Aquela mulher tinha, diante de si, uma longa viagem a ser feita. Viagem de retorno. Viagem no tempo. Ela precisava retornar ao momento em que permitiu que o homem recém-chegado tomasse posse de sua vida. Precisava voltar para ela mesma. Precisava redescobrir as estradas que a reconduziriam à sua subjetividade, e nela reaprender a viver.

Ela foi vítima de um sequestrador. Foi vítima de um roubo cruel. Não, não foi um roubo material, mas um roubo mais profundo. O sequestrador chegou no momento em que sua vida estava frágil. Descobriu nela uma vítima fácil. Agiu de forma violenta. No princípio, uma violência velada; depois, a violência declarada, gritada para quem quisesse ouvir."

Quem me roubou de mim?

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