E como foi que este acúmulo de problemas chegou no estado em que estamos? Onde foi que a linha reta, sempre em frente, encurvou-se à direita em uma estrada de mão única? E por que, cargas d'água, não havia um retorno depois de 200m? Adivinhe para quem sobrou a culpa pelos estragos? Claro, para quem estava guiando este veículo sem freios - eu. E se sou mesma a principal suspeita pelos acidentes ocorridos, a única coisa que me resta é lamentar-me. Estranho, gozado, complicado. Sentei-me à sarjeta esta manhã para relembrar o quão amarga é esta viagem em que me encontro. Sem bagagem vou, sem bagagem venho e ao deparar-me com os diversos cruzamentos perco-me e recuo, como sinal de alerta. Sigo em frente para um caminho sem volta, perigoso. Encontro-me por vezes em uma encruzilhada confusa e me deparo com uma única escolha a tomar. Me perco, sem dúvida, até localizar as placas que me indiquem um caminho seguro até a paz. Deixo tudo pra trás, abro mão, caminho só e agora vou a pé, para aproveitar melhor e observar o sol se pôr.
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