10.7.10

Adeuses

Abaixei-me, demonstrando nitidamente minha derrota. A fraqueza era tão grande que chegava a destruir, um a um, os ossos e músculos de meu corpo. Já não sabia mais andar nem conseguia esticar o corpo - todo e qualquer movimento sugava o que restava de minha energia e eu tinha de economizá-la para algo mais significativo: o choro. Não deixei de chorar um instante desde os últimos acontecimentos, como se houvesse uma espécie de tsunami interior dentro de mim que esparramava ondas de lágrimas por meus olhos. A sensação de derrota é cruel e é nítido que, não importa o quanto você esteja preparado para ela, nunca estará realmente preparado. Minha mente gritava incansavelmente, tentando abafar com o som ensurdecedor qualquer dor que tentasse se aproximar. Eu precisava de um tempo e sentia que deveria deixar minha cabeça de lado, para que pudesse realmente esquecer os ocorridos. Não sei até onde isso poderia dar e nem sei a solução correta para nosso caso mas cada palavra dita fazia sangrar meu peito já aberto. Solitária derrota, caminhada no escuro, estou tateando em busca de soluções para meu caos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário