8.6.10

E me recordo

Estou sentindo tanta saudade. O tempo todo, todo o tempo. Lembrar daquelas tardes com você me dói em cada partezinha do corpo. A sensação de companheirismo, de poder contar com alguém que estava lá para mim era fantástica. A falta de preocupação com o tempo, com as responsabilidades, com a vida! Éramos só nós, desfrutando da adolescência de maneira racional mas tão proveitosa! Lembro-me das gargalhadas que dividíamos em meio a tantos assuntos bobos e divertidos. Tantas conversas sobre nós, sobre nosso universo, nossos amigos e nossos medos futuros; tudo tão descontraído que nem parecia real. Minhas crises diárias de ciúmes e o seu jeitinho meigo de me provocar, falando sobre seu gosto por outras meninas e coisas do gênero. Lembro-me claramente como isso me incomodava e agora consigo até imaginar o meu rosto toda vez que você tocava nesse assunto. Era óbvio, né? Era ridiculamente óbvio que eu morria de ciúmes de você. Mas também, pelo que eu me lembro, você era somente meu naqueles tempos, injusto te dividir com qualquer outra. Eu te compreendia e sabia como cuidar de você. Eu era metade eu, metade você. Sinto sua falta.

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